quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O sonho acabou, e o pesadelo tinha apenas começado.



   Que me perdoem os fãs da Yoko Ono(será que tem algum?) mais infelizmente terei que citá-la em algumas vezes nesse artigo. Todo mundo sabe quem foi ela não? A manipuladora, dominadora, sugadora, infeliz, irritante, falta-me mais adjetivos, esposa de John Lennon, e umas da causas principais do fim da melhor banda do mundo: Os Beatles. É certo que ela não foi a causa principal, porém contribuiu bastante para tal feito.Vamos ao começo então. Lennon estava em sua crise existencial, o seu casamento com sua primeira esposa Cyntia Lennon já não estava lá essas coisas, as drogas o dominando, de LSD a Maria Juana, e o processo de gravação e pressão sobre os Beatles já estava se desgastando, não por culpa de um outro Beatle, mais na minha modesta opinião por todos, devido ao egocentrismo e a popularidade que eles haviam atingido.

   Lennon já havia feito composições belíssimas, nos Beatles, já tinha mostrado que tinha talento e mesmo assim se sentia inseguro e muito perdido. Fato que eu acho que foi devido à perda de sua mãe ainda quando era muito novo, em um acidente. Tudo isso se refletia no Lennon adulto. Dinheiro não lhe faltava, popularidade também não, alguma coisa ele procurava, só não sabia o quê. Certa vez falando com o então seu parceiro Paul MacCartney, Lennon comentou que precisava conhecer e andar em lugares novos em Londres para se engajar na cultura que estava se tornando pop e modernista. E por ordem do destino O Sir Paul MacCartney indicou a galeria em que Yoko estava expondo suas obras de arte( se é que pode ser chamada assim as besteiras que ela criava). Lá se foi Lennon com suas frustrações, desilusões e drogas na cabeça visitar a tal galeria. Após visitar cada obra, ele se viu diante de uma que mudaria sua vida e aproximaria da vanguardista e medíocre Yoko Ono. Em um determinado ponto da galeria havia um escada, e que a pessoa que subisse em uma escada conseguiria ler uma mensagem que havia no em local do teto da exposição a palavra SIM!. Pronto bastou um sim da Yoko, para muitos "nãos" que viriam depois. Sendo que Lennon tinha ainda os compromissos com os Beatles, e um deles viajar a Índia, gravar um filme na Espanha, e diversos outros discos como Sargent Peppers. Nesse interím se aproxima da Yoko, e ficam digamos "íntimos". Tudo que Yoko fazia Lennon achava a maior graça e via ali uma mulher modernista, pulsando cultura e inteligente, fato que deve ter sido pela quantidade de drogas que ele ingeria naquela época. Yoko também por sua vez não se fez de ingênua. Ligava todos os dias para ele, mandava cartas, e ia visitá-lo. Sempre com a autorização de Lennon, que na época ainda estava casado. Em uma dessas visitas de Yoko a sua casa resolveram gravar diversas porcarias, sons de gritos irritantes(da Yoko!), conversas sem nexos, e as sessões regradas sempre a muitas drogas. Ao fim dessa gravação terminaram fazendo amor. No outro dia a primeira esposa de Lennon chega em casa e encontra Yoko deitada em sua cama com seu hobbie, onde escuta da japonesa o sarcástico, olá! Pronto daí pra frente eles nunca mais foram visto sem estarem um do lado do do outro. Onde Lennon estava a japonesa o acompanhava, inclusive em gravações dos fab four. 

E não pensem que ela acompanhava as gravações caladinha não, dava seus pitacos, se metia nos assuntos e colocava lenha na fogueira para que Lennon brigasse com outros integrantes. Tudo isso Lennon aceitava de uma forma tão natural, e que ninguem a contestasse em sua frente. Ainda que os Beatles juntos faziam coisas maravilhosas a sua presença os incomodava e muito. Chegou até ao exagero dela levaru ma cama pra dentro do estúdio para dormirem e fazerem sexo, existe uma coisa dessas?. Porém tudo tinha que ser engolido pelos outros integrantes, fato que com o passar do tempo, foi se desgastando.

Após o fim dos Beatles, Lennon totalmente sem rumo inventou de, junto a sua amada, lançar discos, e o pior, com ela cantando!!. Aí nem precisa dizer que foi o apocalipse musical de Lennon. Caro leitor, é cada coisa que não merece nem ser explicada aqui porque só de lembrar nas porcarias que eles lançaram juntos, dá um nó no estômago. Porém mesmo com as mediocridades musicais de Yoko, Lennon conseguia de de tempo em tempo, lançar algumas músicas interessantes. Porém raríssimas, como Iamgine, Oh my love!, Mind Games, Woman. Mais a presença da japonesa ficava cada vez mais intensa, e muito forte, que a imagem de ambos não era desvinculada. Dessa forma absurdos musicais aconteciam e para a graça, mesmo que por um período de um ano só resolveram se separar. Porém a Yoko Ono, providenciou nesse tempo uma amante a Lennon de sua própria escolha e de sua confiança! É isso mesmo caro leitor, um absurdo mais é pura verdade. Quando voltaram o casal Yoko e Lennon, tiveram um filho, o Sean Lennon, e mais uma vez Lennon parou de gravar e ficou em casa fazendo o papel do marido dedicado, enquanto a Yoko pintava e bordava(em todos os sentidos), com o seu dinheiro.

   E então em 1980 Lennon infelizmente foi assassinado por um fã seu em frente ao edifício Dakota, em Nova Yorque, terminando uma carreira tão brilhante e ao mesmo tempo tão frustrante de um gênio do século XX e aquele que mudaria pra sempre a música pop e abriria o mercado inglês musical para todo o mundo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


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Simplesmente amor

 


   Há um três ou quatro anos atrás estava eu em um dia de sábado indo ao cinema. Já tinha visto a crítica do filme "Encontros e desencontros" com Bill Murray e decidir ir assistí-lo. Chegando ao cinema, e se não me engano mais uma vez era perto da época natalina, que pra mim é a melhor época do ano, fui direto ao balcão da bilheteria e peguei um guia de horários e filmes que estavam passando naquele cinema. Porém(e por sorte minha), fui aconselhado por minha namorada na época a assistir a um filme inglês que continha diversos atores consagrados e o favorito da minha namorada na época o ator Hugh Grant. Não gostei muito da escolha e já fui pra sala de cinema um pouco irritado. Porém a minha irritação durou só nos momentos em que o filme não começava. Porque assim que foi iniciado a película, só tive sentimentos de prazer e que a escolha tinha sido certa. Deixamos de bla bla bla, e vamos direto ao filme.




 






 

   Simplesmente amor é um filme que várias histórias se entrelaçam e tem seu ápice na noite de natal. Um fime dirigido pelo recém estreante diretor, que antes era roteirista de diversos filmes de sucessos, como Quatro casamentos e um funeral, Um lugar chamado nothing hill, dentre outros. O filme começa tendo pano de fundo o natal da Inglaterra e os preparativos de seu povo para essa noite. Somos apresentados aos protagonistas do filme. Um roqueiro em decadência que busca no natal ter sua música no primeiro lugar das paradas, interpretado por Bill Nigh, um homem de meia idade que fica viúvo e precisa cuidar do seu enteado, filho da sua falecida esposa. Ao escritor que descobre a infelicidade da sua mulher foge para um lugar distante com a premissa de escrever um novo livro, a um chefe de departamento que se vê em um triângulo amoroso, e o primeiro ministro inglês que assume a poucos dias esse cargo, interpretado pelo Hugh Grant. Assim que apresentados somos levados a uma viagem no dia a dia desses personagens, e ficamos de certa forma interessados a cada novo passo de suas conquistas e perdas.O amor sempre é mostrado como sentimento que pode unir pessoas como também em certas ocasiões separá-las. Com um trilha sonora espetacular criada pelo Carig Armstrong, e com grande canções conhecidas do público, como All you need is love dos Beatles(em uma cena de um casamento belíssima), e God Only Knows dos Beach boys. Ambas contextuadas em cenas de grande interpretação dos atores e das pessoas que participam delas. É o tipo de filme comédia-romântica que deve ser vista pois, para nós cinéfilos, ficamos mais leves ao fim do filme pelo simples fato de que em 2 horas de filme possamos ter o prazer de assistir a algo bom, coisa muito rara hoje em dia, tendo em vista os filmes bestas americanos que são lançados hoje em dia.




 


   O filme faz com que mesmo com as histórias de traição, de romances não concretizados, torcemos pelos personagens e identificamos com cada um deles, uma parte do nosso dia a dia e de nossas conquistas, frustrações, derrotas e anseios. Um filme que pode ser indicado a qualquer tipo de gosto, de qualquer idade, de qualquer sexo, pois fala do amor, a única palavra que em todos os idiomas tem tradução.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


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Roberto Carlos em inglês


É só clicar em play abaixo para escutar na minha opinião a melhor música desse disco.



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Para fechar com chave de ouro e partir para outro assunto musical por enquanto, aqui vai uma análise do disco em inglês de Roberto Carlos. Lançado originalmente em 1981, não obteve muito sucesso no exterior. Porém no Brasil teve grane repercussão, principalmente a música Sail away. O mercado latino já estava praticamente dominado pelo rei, e então ele quis partir para o mercado norte americano. A seguir análise das músicas que compõe o disco:
* Honestly-( Falando sério)-(Maurício Duboc-Carlos Colla) versão em inglês de Sue Sheridan- Uma das músicas de maior sucesso do rei em português ganha sua versão em inglês. Os arranjos são muito bonitos feito pelo maestro Tom Saviani. A interpretação de Roberto fica ao meu ver igual ou até superior a sua versão lançada em 77. A letra traduzida para o português tem pouquissímas diferenças da sua original. Um dos motivos para a melhoria dos arranjos é o avanço tecnológico dos estúdios. Desde que foi lançada em sua versão original até a regravação em inglês, já tinham passado 4 anos. 

* At peace in your smile-( Na paz do seu sorriso)-(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)- Versão em inglês: Sue Sheridan- A música que abre o seu disco de 1979, ganharia também uma versão bem atualizada, porém os arranjos continuam muito parecidos., o que não torna a música ruim, ao contrário deixa ela com uma levada mais alegre. Acompanhada por uma bateria durante toda a música, e com guitarras e teclados elétricos, talvez de um teclado. A versão em inglês é quase idêntica a em português. Nessa música por mais que o rei tente, ele tem um sotaque muito forte, umas das razões para o disco não estourar no mercado americano.

* Loneliness-(Solidão)-( Paul Williams-Ken Ascher)- Aqui uma música inédita do disco. A minha segunda preferida do disco. A letra fala sobre solidão e o apaixonado pede a sua amada para que fique só um pouco mais. Nessa música a solidão é descrita em todos os seus aspectos como pode ser vista nesse trecho: " Loneliness makes the winter's night seem twice as long/ makes the summer sunlight much too strong. "A solidão faz a noite ser mais fria como parece / e o verão ser bem mais quente". Roberto interpreta com uma certa tristeza que é o que fala bem a música toda. A voz de Roberto está bem entoada com os arranjos e seu sotaque está bem mais contido. No final tem uma mensagem de otimismo que faz com que toda a solidão vá embora com a seguinte frase: " The "yes" in our "hello" said "no" to loneliness". O sim do seu olá disse não a solidão. Pra mim é a frase que caracteriza toda a felicidade do solitário ao saber da perspectiva de não ser mais sozinho no amor.

* Sail Away- ( Navegando)-( Billy Falcon)- Mais uma inédita do disco que teve uma certa repercussão no Brasil. Aqui Roberto leva a sua amada a diversos lugares navegando através de um barco. As viagens são em diferentes lugares como Itália, Jamaica, Caribe. Com uma introdução bem diferente das melodias de Roberto na época e com um vocal feminino bem preciso, a música se desenrola. A única preocupação do homem é pegar sua amada e esperar o vento para junto eles irem a lugares que nunca souberam que existiam antes. Como diz o seguinte verso: " I'm gonna take you girl and sail away" " Eu vou pegar você garota e navegar". Nessa interpretação o sotaque do rei está em algumas passagens bem forte, mais nada que deixe de abrilhantar a música.

* Niagara-( Marvin Hamlisch- Carole Bayer- Bruce Roberts)- O tíltulo dessa música não tem uma tradução literal. Mais escutando-a bem direitinho entende-se que é um lugar onde começou um romance e que foi maravilhoso enquanto durou. A interpretação de Roberto é a mais bonita de todo o disco. E seu sotaque não aparece aqui em nenhum momento. Só não é a minha preferida do disco por causa da letra, pois sua tradução para o português é um pouco meio "diferente". Mais mesmo assim a música tem passagens acompanhadas de um piano e o rei começa com a seguinte frase: "You look at me so differently/ have I changed so much from who I used to be" " você me olha tão diferente/eu mudei tanto como eu costumava ser". É uma das poucas passagens que dá pra entender que o casal estava se separando. Porém na último verso da música o homem quer voltar tudo ao começo e tentar uma nova chance: "But in Niagra, we were crazy then make me crazy again/" Porém em Niagara nós ficamos loucos, então nos fazemos loucos de novo". E assim a música termina com um potencial vocal de grande beleza do nosso rei.

* Buttons on Your blouse(Roberto e Erasmo carlos)- Versão em ingês Julie Saires- A versão do inglês para os seus botões do disco de 1976. A letra continua quase idêntica. E é aí que é desvendado o grande mistério em que a letra em português não cita, que é a cor da blusa: Branca! Sem muitos detalhes a música é muito bonita e segue a mesma linha de piano da versão original em português.



* Breakfast (Café da manhã)- Roberto Carlos e Erasmo Carlos- versão em inglês: Sue Sheridan- Um dos maiores sucessos do rei ganha uma versão requintada, com um arranjo bonito, e uma letra bem parecida com a original. Porém o sotaque está bem acentuado, mais mesmo assim não deixa de ficar bonita. Tem uns trechos que talvez pela versão para o inglês tenha ficado um pouco fora de foco, tais como: "I will order a breakast for two/But my hunger in only for you. " Eu irei preparar o café para nós dois, mais minha fome é só por você. Porém nada dessas mudanças faz com que a música fique ruim. Há um trecho em que Roberto canta em português, é um trecho da música "Os seus botões": Nos lençois macios amantes se dão, travesseiros soltos roupas pelo chão".

* Come to me tonight- (Gary Portnoy-Sue Sheridan)- Mais uma inédita do disco e a minha preferida. Venha até mim essa noite, é a sua tradução e foge do comum de todas as músicas do rei. O sotaque aqui não aparece e as vezes temos a sensação de escutarmos um cantor norte americano. A melhor letra do disco também com uma levada bem pop e o rei com uma voz ora bem suave, como na introdução, e depois bem solta e forte nas demais partes. Todas as estrofes e principalmente o refrão são bem simples e de fácil memorização. A letra ainda por cima consegue ser romântica, quem nunca esperou pelo amado ou amada à noite, ou melhor quem nunca antes de dormir nunca lembrou da pessoa que ama?. Aqui pelo prazer que essa música já me proporcionou em especial vou colocar a letra em inglês e traduzida, para apreciação de vocês caros leitores.
I see you when I close my eyes --Eu vejo você e fecho meus olhos
I smile and say your name to myself--Eu sorrio ao dizer seu nome pra mim mesmo
No one has to know the way I feel--Ninguem sabe como eu me sinto
I'm thinking about the special------   Estou pensando em algo especial
Way you hold me, oh!---------Na maneira como você me abraça
It makes me dizzy------------Isso me faz ficar tonto
And I wanna be with you---------E eu quero estar com você
And give you the sweet love----Então dar-lhe meu doce amor
I wanna give you----------Eu quero dar-lhe
Come to me tonight-----Venha até mim essa noite
Come to me tonight--------Venha até mim essa noite
I just can't sleep with thoughts of you--Eu não consigo dormir com pensamentos em você
Running through my mind------Correndo atrávez da minha mente
Every part of me longs to be----Toda parte de mim quer ser
A part of you--------Uma parte de você
Oh, darling come to me tonight----Oh querida, venha até mim essa noite
I've fallen in the deepest dream----Eu caio no mais profundo sono
Still I'm wide aware----------E Ainda estou ciente
And I wonder if I call you-----E seu eu ligar pra você 
Will you say it's too late?-----Você dirá que é tarde?
Oh! Will you come out while---Oh você vai sair quando
The moon is standing still, oh!---A lua ainda está de pé
Say you will, cause I---------Diga que vem porque eu
Wanna be with you and-----Quero ficar com você
Give you the sweet love------ Me dê seu doce amor
I wanna give you------------Eu quero lhe dar
Come to me tonight-------Venha até mim essa noite
Come to me tonight--------Venha até mim essa noite


* You will remember me( Detalhes)- (Roberto Carlos- Erasmo Carlos)- Versão em inglês de Sue Sheridan- A música de maior sucesso do rei, em que ele não pode deixar de cantar em seus shows, ganha uma versão quase idêntica a original, inclusive a sua introdução e andamento da música. Não tem nem muito o que  comentar sobre ela porque todo mundo conhece a letra e ela em inglês não muda muita coisa não. Só o título que deixa de ser detalhes, para se tornar "você irá lembrar de mim".


* It´s me again( Doug MacCormick-Dennis Smith)- A última faixa do disco e inédita, tem a tradução literal de "sou eu de novo". Mais uma vez Roberto Carlos fala sobre a solidão, cartas sendo queimadas pra esquecer o amor que acabou. O apaixonado na música estar morrendo de frio e não tem ninguem para esquentá-lo, pois o frio é intenso, devido ao mês de dezembro. Na música a luta do personagem é aquela que todos nós queremos fazer ao acabar o relaciomanento: esquecer a pessoa que amamos, para que assim a vida se torne menos dolorosa. Frases de "assim estou melhor sozinho", deixa no ar que o amor acabou por causa de uma traição. E assim termina o disco de Roberto feito para o mercado de língua inglesa. 
Logo abaixo está a contra-capa do disco escaneada por mim com todos so compositores e arranjadores e uma foto do rei com seu famoso medalhão. Para ampliar basta clicar sobre a foto:


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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Roberto Carlos 1984



Seguindo a análise dos discos do rei da década de 80, aqui vai o meu preferido depois do de 1981. Nesse disco mais uma vez temos um Roberto romântico ao extremo, desejando sempre estar perto da mulher amada e sempre cantando o amor, independente se é um amor que deu certo ou não. Esse disco é um dos últimos em que a sonoridade ainda não é aquela típica dos anos 80. Muito teclado, bateria programada de computador, e outros recursos tão em moda na época, que pode ser sentida muito no disco seguinte a esse. Nesse mesmo ano Roberto consegue emplacar mais uma música de grande importância no seu repertório: a música caminhoneiro, na época chegou a bater todos os recordes de pedidos em rádio. Mais uma vez tivemos um campeão de vendas, de acordo com o site da associação brasileira de discos, na época o disco chegou no Brasil aos 2.500.000 cópias vendidas, número em que na época poucos artistas conseguiam chegar a esse número. Aqui podemos mais uma vez detalhar sobre cada música:

* Coração- ( Roberto Carlos e Erasmo Carlos)- Música de abertura em que as dores de um coração são reveladas através de um amor perdido. Nessa música Roberto cita que todas "as histórias são iguais/eu apenas faço delas mais uma canção de amor ou de dor". Nesse época Roberto adorava um refrão em que toda a sua técnica vocal chegava ao ápice. Vale lembrar que na época todas as músicas do rei estavam sendo uma história de começo, meio e fim. Uma curiosidade nessa música é que em um dos trechos possui a palavra sangrar, não muito comum nos discos de Roberto Carlos.Porém mesmo com as dores de um amor perdido ele ainda faz com que seu coração tente fazê-lo cantar: " no meu peito bate forte o mesmo coração/que depois de tudo grita por você nessa canção"

* Eu e ela-( Mauro Motta-Robson jorge-Lincoln Olivetti)- Aqui nessa música Roberto usa um tom mais suave de cantar, como se tivesse cantando a música ao ouvido de sua amada. Pra mim é a segunda mais bonita do disco. Foi uma música feita por encomenda de Roberto ao então seu produtor na época Mauro Motta. Nessa música Roberto canta o amor eu um casal detalhando até a noite de amor de ambos: "quando vem a madrugada coisas lindas são faladas/nosso amor é mesmo assim". A primeira parte da música e a segunda se intercalam com um sax do Léo Gandelman, respeitado saxofonista brasileiro na época e ainda hoje. Mais uma vez o amor nessa música se declara "sem fim", em que os casais ficam sempre lado a lado. É hoje ainda muito tocada em rádios, e sempre lembrada pelo romantismo que a cerca.

*Aleluia- ( Roberto Carlos- Erasmo Carlos)- Aqui uma das mensagens religiosas mais bonitas do rei. Nela Roberto narra tudo o que acontece no nosso dia a dia e lembra de agradecer tudo a Deus. Nessa música ele nos lembra que tudo em nossa volta tem um ser superior e agradece em forma de Aleluia. Um dos arranjadores dessa música foi o seu maestro Eduardo Lajes, que contribue de uma forma espetacular na criação, desde a introdução ao final cantada em coro, formado por apenas coristas norte americanos, tendo em vista que o disco foi todo gravado em Los Angeles, tendo uma pequena parte editada no Brasil nos estúdios Sigla do Rio de Janeiro. Nessa música Roberto canta o amanhecer, a tarde, e enfim a noite e fica alegre de ter fé e agradecer a Deus por tudo que vê e sente.

* Lua nova-( Roberto Carlos e Erasmo Carlos)- Aqui o personagem mais famoso das histórias de amor à noite: a lua. Aqui nessa canção o rei pede a lua para achar o seu amor, que está por aí pela cidade, como ele cita na música: "Passeando agora pela zona sul/tão bonita dentro de um vestido azul". Dessa vez encarando na cor do vestido de sua amada a sua cor preferida. Com uma parte instrumental belíssima, seguido por acordes de violão, a música segue em um ritimo bem suave e balanceado. A música é quase um pedido desesperado de volta, em que a lua assume o papel de cupido: " Lua, traz ela pra mim". Um dos Golden boys, Renato Corrêa participa do coro da música, assim como o primo de Roberto Carlos, Luiz Carlos Ismail, que até hoje é a única voz masculina no seu backing vocal das turnês nacionais e internacionais.

* Cartas de amor( Love Letters)- Edward Helman-Victor Young, Versãod e Lourival Faissal- Aqui uma música antiga em que Roberto Carlos a canta como uma forma de homenagear os artistas de sua época de infância. Uma versão feita pelo compositor e radialista Lourival Faissal considerado na sua época o rei das versões. A canção fala sobre um homem que depois de ter terminado o romance, se põe a reler as cartas de amor que ele endereçava para a mulher amada. As recordações trazem dor, mais ao mesmo tempo de felicidade. Uma das partes mais bonitas da música, segue assim: " Nas velhas frases que meu coração ditou/naquelas cartas de amor". É uma música pequena, porém para os amantes de uma formisidade bela e romântica.

* Caminhoneiro ( Roberto Carlos- Erasmo Carlos)- Essa é a música carro chefe do disco, para muitos o título dessa música é o título do Lp na época: "o disco do caminhoeiro". Essa música relembra os tempos de criança de Roberto, em que perto de onde ele morava existia um vizinho caminhoeiro. O menino cresceu e resolveu fazer uma homenagem a essa profissão. Já que os automóveis em geral sempre estiveram dentro da obra do rei. Ao passar do tempo essa música sofreu uma acusação de plágio por John Hartford, com a música Gentle on my mind. A justiça identifcou melodias parecidas na letra e Roberto junto com Erasmo tiveram que acrescentar o nome do americano em todos os disco relançados em cd´s posteriomente. De acordo com a biografia não autorizada do rei, do autor Paulo Cesar Araújo, Roberto Carlos em detalhes, essa música tocou mais de 3.000 vezez em apenas um dia nas rádio nacionais. Na música Roberto fala do perigo de dirigir, sempre lembrando da mulher amada. A saudade se refelte na seguinte frase: " Doido pelo doce do seu beijo/olho cheio de desejo seu retrato no painel". O refrão é um dos mais lembrados, e a música se tornou mais um clássico do rei.

* Eu te amo ( And i love her)- John Lennon/Paul MacCartney-versão: Roberto Carlos- Durante todo o período da jovem guarda era comum você ver um sucesso nacional, sendo que a original era uma composição dos Beatles, que estavam em evidência no mundo todo, e a beatlemania estava cada vez mais crescente. Roberto foi um dos poucos artistas em que não usou desse artifício para fazer sucesso na época, e só depois de 25 anos gravou uma versão de uma música dos Beatles. Segundo a lenda essa música teria a participação do ex beatle Paul MacCartney, porém a agenda de ambos artistas não conciliaram esse encontro. Aqui a música ganha um a roupagem mais lenta, na voz do rei, porém não deixa de ser bonita tão quanto a original. É uma das versões mais bem feitas, na minha opinião de uma música dos Beatles. A melodia continua belíssima, tal qual a original. Porém aqui Roberto a canta e a versionou como o fim dem um relacionamento e que não consegue ficar longe do amor da amada: " o tempo já passou e eu não consigo calar meu coração/e ainda digo que te amo. As brigas nessa música deixam claro que foi o motivo de separação do casal. Os arranjos desse disco foram feitas pelo maestro brasileiro Chiquinho de Morais.

* Sabores-( Mauro Motta- Claúdio Rabello)- Aqui é a minha preferida do disco.Desde a sua introdução até o final temos um Roberto intéprete em plena forma. Fazendo declarações de amor, a mulher amada, tais como: "as vezes eu nem sei falar bonito/mais sei sentir o amor que eu te digo". O romantismo dessa música lembra um pouco a música do mesmo disco, Eu e ela, talvez por ser do mesmo compositor. Aqui o amor é mostrado como algo bom, que faz o ser que está amando livre. Os sabores da mulher amada lembra hortelã, e o calor da mulher amada mexe com o apaixonado, diante disso surge a seguinte frase: " E sinto seu calor mexer comigo/nada mais falar, nem é preciso". Na minha opinião é a música em que Roberto está com a melhor voz, e interpreta com uma força interior bela. A melodia se intercala muito bem na sua voz, e ainda temos nessa música um coral, feito por amigos da época da jovem guarda, tais como Ronal do Corrêa, dos Golden Boys, Ed Wilson e a compositora Cláudia Telles do mega sucesso fim de tarde. Uma música feita pra ser escutada a dois, no momento mais sublime e perfeito dos românticos, o ato de amar.

* As mesmas coisas-( Maurício Duboc-Carlos Colla)- Aqui mais uma vez aparece a dupla de compositores preferidos do rei. Os mesmos autores da canção Falando sério, do disco de 1977. Com arranjo de Eduardo Lajes a música retrata o antes e o depois de um namoro. É uma das músicas com letras mais tristes do rei. Onde o ser amado lembra que foi e o que agora é, como no seguinte verso: " hoje você me despreza, ontem você me queria/hoje sou sua triteza, ontem fui sua alegria/ontem fui tudo em sua vida, hoje não sou nem saudade/hoje sou quem te incomoda/mais fui sua felicidade". É uma das músicas de separação mais bonitas, e verdadeiras, as vezes tudo está ocorrendo maravilhosamente bem entre os amantes e se transforma em tudo o que a letra nos mostra. Roberto usa um tom de cantar bem triste, interpretando de verdade um romântico abandonado pela mulher amada e que ver, como em pouco tempo tudo pode ter mudado de uma amor bonito e apaixonado em um amor, triste. Tudo na música fala do ontem e hoje, mostrando que o antes tudo era perfeito e o agora tudo se transformou em saudade e dor. Na minha opinião a melhor parte que identifica o que a música fala é a seguinte: "ontem sorrindo em meus braços, você dizia que sim/hoje se afastam seus passos/que já correram pra mim". Assim nesse tom melancólico Roberto termina mais um disco seu, e mais um campeão de vendas. Logo abaixo tem a contra-capa e a lista de todos os músicos que participaram do disco scaneado de um cd original meu. Para ampliar basta clicar sobre a imagem.